“Em travessia com Carina Castro”, prefácio de “Caravana” por Nina Rizzi

e esse desejo tão puro de uma delicadeza terrível/ um silêncio que se abra no poema. – “PREFÁCIO”, Nina Rizzi, in.: A duração do deserto

…em travessia com Nina Rizzi

Um dos grandes prazeres de publicar um livro foi ganhar este escrito, que é um presente muito especial, vindo dessa mulher que admiro imensamente como artista, mulher e amiga. Inclusive este encontro nosso foi muito bonito e importante para mim, pois me deparei com a poesia de Nina Rizzi quando estava num momento de desilusão poética, onde não via nada de novo dentro do novo, nada que me excitasse (a também escrever) e o contato com seu olhar como que fez surgir um oásis de inspiração e esperança em mim, e insisti na poesia, que passei a ver com outros olhos. Assim como ela viu em minha poesia algo que nem eu tinha visto, e contribuiu imensamente pra minha confiança nos passos como escritora, fez com que acreditasse na minha poesia, que sou eu, logo, acreditar em mim. Pra ela dedico meu amor e poesia.

E também descobri através de um dos projetos de arte de Nina, a Revista Ellenismos, outro/as poetas brilhantes e inspiradore/as.

Passamos por muita vida e processos profundos, nossas poesias se encontram, na estiagem e na umidade que há em nós, e atravessamo-nos uma a outra enquanto trilhamos o silêncio e as vozes de nosso próprio adentro.

Infante Ingente

do filme 'Alice' de Jan Svankmajer, 1988

do filme ‘Alice’ de Jan Svankmajer, 1988

Uma coisa muito boa: passei a assinar uma coluna sobre Arte Infantil na Revista Ellenismos! Que além de ser um espaço independente onde se constrói diálogos muito ricos entre as artes com pessoas muito talentosas de diversas partes deste país, fico muito contente com o espaço conquistado para poder falar sobre o universo infantil numa revista de artes de maneira horizontal.

Adoto o termo “Arte Infantil” por tratar de literatura, artes visuais, música, cinema e etc voltados para o público infantil e muitas vezes produzidos por este público, alargando-se assim o sentido e sentimento de infantil, pois a parcela infantil que há em nós também se deleita com estas produções, e que por ser da mesma forma arte e ter variadas propostas estéticas (e políticas) são do interesse e tem efeito para os não-crianças e para sociedade como um todo.

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Leia meu primeiro artigo clicando aqui

E para ler a revista inteirinha, que nesta edição traz o tema “des-construindo o gênero” baixe aqui