NOIR

por Wilson Cabral, verão manauara, 2015.

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olho mágico

escorreguei
côncava
até a figura maciça
na minha porta

abro
não abro

de dentro
espreito
espio
espero
espera
exausta
hesita

“não abra pra estranhos”, uma voz impregnada de passado ressoa nos fundos

te excita a espera

diminuta te vejo
como no fundo
de um copo

te tomo

num sobressalto
entro
pela fresta
que se abre

a olhos nus
nos vemos