Blues

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Quisera eu um inverno todo azul
entrando olho adentro, cortando o oceano frio
e ao erguer as mãos para aquecer ao sol
molhei os dedos no azul
celeste escorria
meu ânimo inundou-se da cor fria
e todo mirar era distante, paisagem azulada ao longe
os dias eram tão curtos
que só o azul me caberia
nem bastaria o índigo deus uma estação em cada mão trazendo
penso em tingir com anilina esses dias
aniquilar-me na chama azul do fogão
ou aterrizar como anzol que busca boca
c’os dedos inda molhados de céu
nas ondas azuis de seu cabelo
e aquecer as mãos em sua cabeça de sol